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Talkdesk 'caça' disruptores

Talkdesk 'caça' disruptores

A startup portuguesa criou ?o Tech Dojo e está a percorrer as universidades para recrutar talento.

21.02.2018 | Por Cátia Mateus


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Entre os escritórios de Lisboa, Porto e São Francisco (nos Estados Unidos da América), onde detém a sua sede, a startup portuguesa de desenvolvimento de soluções de software para call centers Talkdesk, emprega 300 profissionais. No último ano, entraram na empresa 150 novos talentos e a meta para 2018 é duplicar a equipa. Para isso, a empresa fundada em 2011 por Tiago Paiva e Cristina Fonseca, terá de contratar três centenas de profissionais. O processo já está em marcha e o Tech Dojo, o programa de integração para recém-licenciados e mestres que a tecnológica acaba de criar, será uma ferramenta decisiva na estratégia de contratação. Há cerca de 50 vagas em aberto nos escritórios de Lisboa e Porto e a empresa quer contratar diretamente nas universidades.
 
Nas últimas semanas a agenda de Daniela Barros, responsável pela estratégia de Recursos Humanos (RH) e Talento da Talkdesk, foi dominada pela prospeção de talento académico. A responsável pela contratação da startup andou pelos campus das faculdades de Engenharia da Universidade do Porto e do Minho à procura dos talentos certos para cumprir a missão da empresa: continuar a revolucionar o mercado dos call centers. No seu roteiro ainda está o Instituto Superior Técnico, em Lisboa. “O Tech Dojo é uma grande aposta nossa que visa identificar jovens de elevado potencial que, ao integrarem a empresa trarão novas ideias e metodologias de trabalho”, explica Daniela Barros. Razão pela qual, na mira da especialista estão não só perfis com sólidas competências técnicas, mas com uma visão disruptiva e inovadora.
 
O Tech Dojo está pensado para captar recém-licenciados e mestres em áreas como a Engenharia Informática, Computação, Engenharia Eletrotécnica e Matemática, criando condições para acelerar o desenvolvimento da sua carreira e aprofundar competências nos domínios do desenvolvimento de software, SRE, security (segurança), quality assurance (certificação de qualidade) e data science (ciência de dados), mas também gestão de produto e user experience (experiência de utilizador). “É uma oportunidade de participar no desenvolvimento de um produto inovador, baseado na cloud, utilizado à escala mundial, desenvolvido com as tecnologias mais recentes no mercado e segundo as melhores práticas de metodologias ágeis”, explica.

Expansão em curso
O principal mercado da empresa são os Estados Unidos, embora some clientes em  mais de 70 geografias distintas. Entre eles estão a Dropbox, a IBM, a Galp, a Accenture, entre muitos outros que optaram por aplicar as soluções cloud (na nuvem) da startup portuguesa, na gestão dos seus contactos com clientes. Da faturação anual da Talkdesk pouco se conhece, mas sabe-se que nos últimos anos captou o interesse e o investimento de investidores internacionais. Em 2015 somava mais de €22 milhões de financiamento maioritariamente conquistados junto de sociedades de capitais de risco internacionais, como a DFJ que também financiou o Twitter (ver texto ao lado).
 
As contratações perspetivadas pela empresa enquadram-se no plano de desenvolvimento e expansão da empresa. “Temos um produto fantástico, reconhecido internacionalmente pelos mais de 1500 clientes que todos os dias confiam em nós para gerir a relação com os seus clientes, mas também pela Gartner ao nomear a Talkdesk como empresa visionária, no relatório Quadrante Mágico do nosso sector”, realça Daniela Barros. A responsável de RH da Talkedesk reforça a intenção da empresa de continuar a reforçar a sua equipa a nível global e destaca o crescimento exponencial que a startup tem registado nos últimos meses e a necessidade de dar resposta aos vários projetos que tem a decorrer e tem em fase desenvolvimento. 
 
Os candidatos que se juntarem à Talkdesk no âmbito do programa Tech Dojo, “serão integrados em equipas de trabalho multiculturais, onde terão a possibilidade de trabalhar diariamente com elementos de grande experiência nacional e internacional”, explica. O Tech Dojo integra ainda um programa de formação avançada que irá complementar as competências académicas com competências específicas das tecnologias utilizadas na Talkdesk e formação nas metodologias utilizadas na empresa. Após identificação de talento nas universidades, a empresa conduzirá um processo de entrevistas e exames técnicos para filtrar não só os melhores candidatos, como também testar o seu enquadramento na cultura da Talkdesk.
 
Crescer como um unicórnio
  
A revista Forbes considerou-a uma das 100 melhores empresas mundiais a atuar na nuvem, figurando ao lado de nomes como Dropbox, Mailchimp ou Evernote, no ranking “Forbes 2017 Cloud 100”. A startup portuguesa Talkdesk, fundada por Tiago Paiva e Cristina Fonseca (que entretanto já saiu da empresa), é um caso de sucesso nacional e internacional, liderando o desenvolvimento de soluções de software para call centers, baseadas na nuvem, e sem necessidade de recurso a telefone, hardware, codificação ou download. Por outras palavras, a equipa conseguiu, a partir de Portugal, com um computador, auscultadores e ligação à internet, revolucionar o mundo dos call centers.
 
Fundada em 2011, a Talkdesk somava em finais de 2015 mais de €22 milhões de financiamento, €19,3 milhões conquistados junto de investidores internacionais como as sociedades de capital de risco norte-americanas DFJ (que também investiu no Twitter), a Storm Ventures e a Salesforce Ventures. Na sua lista de clientes soma, por exemplo, a Dropbox, é uma das empresas nacionais com potencial para alcançar o estatuto de unicórnio (empresa com uma avaliação superior a mil milhões de dólares) e não tem parado de inovar. 
 
No último ano lançou a appConnect, uma loja de aplicações para empresas que funciona num modelo semelhante à appStore, da Apple, e que possibilita às organizações descarregar e testar aplicações de outras organizações. Diariamente, a  Talkdesk serve mais de 1500 clientes a nível global e em 2018 está focada no crescimento do negócio, na captação de novos clientes e na inovação contínua. Uma estratégia que para a empresa estará sempre ancorada num fator decisivo: o talento.


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